sábado, 18 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cantamos no Casa Grande Hotel


Mais um bom evento produzido pela Infinitá, para Kimberly Clark, dia 18 de novembro, 2008.






Próximo evento: Clariant, segunda, dia 24 /nov.

cantamos no campim santo




8/out, em mais uma super-produção da Infinitá Multimeios

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

sua idéia vale U$10.000

Projeto 10100

Prazo para inscrição:
20 de outubro de 2008

O Projeto 10100 é a convocação de idéias para mudar o mundo ajudando o maior número de de pessoas possível.

Descubra como participar.

sábado, 4 de outubro de 2008

A nova crise da teologia do mercado

NOTAS QUOTIDIANAS: ECONOMIA, CULTURA E SOCIEDADE
por José de Almeida Amaral Júnior

Não teve jeito. Por mais que os neoliberais se sentissem poderosos nos últimos anos, especialmente aqueles vindos após o fim da Guerra Fria e ampliados pela globalização capitalista - o que lhes deu a sensação de agradável onipotência, onipresença e onisciência levando-os a espalhar aos quatro ventos que a História havia acabado - a teologia do livre mercado voltou a entrar em crise, como acontecia antes dos anos 1930, para o desespero de seus pregadores. Só que desta feita não encontra adversário à altura para aproveitar o momento desfavorável. Diferentemente daquela época onde o socialismo era visto como um perigoso antagonista. Agora, com base na presente realidade, não é pressionado por nenhum processo revolucionário. Em compensação, não vai poder acusar ninguém de sabotagem ou coisas afins. A não ser os seus próprios sacerdotes, os seus gurus, seus gestores, executivos das grandes corporações financeiras e especuladores, por se excederem na sanha de seu ritual sem limites por ampliação de lucros.
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*Prof. José de Almeida Amaral Júnior
Professor universitário em Ciências Sociais, Economista, pós-graduado em Sociologia e mestre em Políticas de Educação, Colunista do Jornal Cantareira, Colunista pela Pascom na Rádio 9 de Julho Am 1600 Khz e escreve semanalmente
para o Mundo Lusíada Online.

Olha o que eu achei em Portugal


O Bitaites apoia a prática de desportos ao ar livre





(gentilmente pirateado do site português :
http://bitaites.org/humor/eu-sei-que-voces-querem-mais-posts-sobre-desporto)

Finalmente, um blogue exclusivamente para os intelectuais portugueses.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

3 Contos de 37 caracteres, o desafio.

no Overmundo 
por  Guto Maia

Ontem falei com Jeová sobre síntese.

Vim, vi, venci o pior. Fui penúltimo.

Sou calmo. Esquartejei-os calmamente


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Estagiários Inc.

por
Márcia Denser* no Congresso em Foco

Resolvi invocar a Virgem Padroeira dos Estagiários Inc. que está no céu, na terra, em toda parte há muito tempo e o TEMPO TODO, de forma que os seres privilegiados portadores de emprego atualmente sofrem – além de todos os males, ameaças, sanções, proibições, reciclagens, flexibilizações, coações, efeitos parafuso, dominó, passaralhos, papagaios, perdas salariais, puxadas de tapete, puxassaquice pânica, pressões de cima para baixo, debaixo para cima & demais desgraças trabalhistas superpostas – dessa espécie de “assédio etário onipresente” nos locais de trabalho.

Então ocorrem umas abordagens mais ou menos assim: mocinha vem conversar com a gente no jardim-fumódromo apresentada pelo fulano do beltrano do sicrano, familiarmente e simpaticíssima vai dizendo ser de Peixes, primeiranista de Jornalismo na (segue sigla ou nome indecifrável), é faculdade nova, saca? dizendo estar disposta a nos ajudar em textos, transcrições, edições,“numa boa”, “sem remuneração”, “apenas para ganhar experiência”,inclusive se tivermos freelas até porque mora ali em frente, já perguntando nossos nomes, comentando que coincidência também descendo de italianos, mistura de índio com italiano, interessante, ficando íntima, anotando e-mails e telefones no celular, daí jogamos o cigarro, sorrimos, nos despedimos, troca de olhares enviesados, a mocinha vai embora, então suspiramos e após um curto silêncio sem palavras, acendemos outro cigarro só por desaforo.

Como “sem remuneração”, se é precisamente o Capital que anda entupindo empresas públicas e privadas com estagiários a partir de 12 anos, promovendo o referido Assédio Etário, uma das falanges dos exércitos de reserva de mais-valia, donde que os profissionais no exercício da profissão viraram ilhas cercadas de invasões por todos os lados, inclusive o de dentro, pois que nome darei a esta Sutil Intimidação Psicológica que do ponto de vista hipócrita do patrão não passa de Paranóia (nossa)?

Porque o Capital finge celebrar a juventude (nos fodendo por tabela) enquanto lhe nega qualquer futuro, carreira profissional, educação superior, porque a juventude só lhe é conveniente inculta, mal informada, burra, engolindo tudo o que lhe é enfiado pela mídia & pelo marketing, uma vez que o Capital delegou à mídia a função EPISTEMOLÓGICA.

Então, sem chance, brother, ou tu aprende tudo rapidinho e baratinho assistindo a tevê – aberta, claro, a todas as sapiências inimagináveis –, indo ao shopping, lendo Veja, Caras, Piauí, Estadão, colecionando os clássicos da Folha – mais cultural que isso, bro, só assinando a tevê a cabo – ou tu dança, tá ligado?

Infelizmente é preciso tempo e dinheiro – bons colégios e universidades, apoio físico, moral, afetivo de pais & mestres, etc. para o ser humano se tornar culto, inteligente, um profissional eficiente, isto é, produtivo num sentido absoluto, um cidadão de primeira classe, porque tempo é dinheiro, isto é, Capital.

Tá ligado?



PUBLICADO EM:22/09/2008

* A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.



CONVITE
Prefeitura da Cidade de São Paulo
Secretaria de Cultura
Centro Cultural São Paulo
convidam para

Diálogos - Formando leitores
com:
Marina Colasanti (escritora e jornalista)
mediação: Márcia Denser (escritora e curadora do projeto)

30 de setembro

Debate sobre a narratividade como alimento espiritual, da memória oral e escrita, da magia da leitura silenciosa e do livro como obra imperecível
.

Terça, das 19h30 às 21h30
Piso Flávio de Carvalho - entrada franca

Mais informações: www.centrocultural.sp.gov.br

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 -
CEP 01504-000
Paraís

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

dança das idéias


por Guto Maia publicado no Overmundo

Idéias são dançarinas sensuais e caprichosas, que dançam tentando seduzir-nos. Uma a uma passam diante dos nossos olhos e roçam seus lenços sedosos e macios na nossa face, e insinuam-se e oferecem-se para que as sigamos, prometendo mil e uma noites de prazer num bambolear sensual.

Hoje elas vieram me visitar. Quando os primeiros raios de luz do dia riscaram minha cara, meu cachorro se aninhou melhor nas minhas pernas, mas ele já sabia que estava na hora, e que não ficaria muito mais tempo ali, no quentinho da coberta e do papelão.

Ele aprendeu desde pequeno que é assim todo dia. Bem cedinho, pego minha carroça, ponho em cima os badulaques, bagulhos e cobertores onde dormi, e saio pelas ruas do bairro em busca de tudo que possa ser reciclado. Grande companheiro, o meu cão. Chamo-o de “dog”, porque sei que dog é cachorro, em Inglês, por causa do “hot-dog”. Antes ele ia em cima da carroça, agora que cresceu ele vai do meu lado, andando. Mas hoje também tenho a companhia das dançarinas (que me aporrinham a cabeça!).

Olho a cena pela janela. Penso em voltar para a cama. Mas com certeza as idéias que me tiraram o sono, não me deixarão mais dormir, resolvo colocá-las no papel. Assim, ficarei livre delas pra sempre. Aí, começo meu trabalho. Cato um resto de palavras aqui, algumas rimas de versos de pés quebrados ali, alguns fragmentos de linhas mal traçadas descartadas acolá. Sobras de conversas, sorrisos amarelos, sentimentos embolorados, projetos esfacelados, esperanças perdidas, juras de amor desfeitas, frases que não foram ditas, tudo serve, culpas acumuladas. Tudo que possa ser restaurado. Tudo que eu conseguir juntar, alguém quererá um dia. Vivo dessas sobras, raspas e restos de sentimentos, lágrimas embotadas, corações partidos.

Mas as idéias, essas caprichosas aí de cima, do parágrafo anterior, são insaciáveis. Quando mais me desdobro, me descabelo, me esfolo; tanto mais elas me subjugam, e me flagelam, e me extasiam. Sou seu escravo. Seu escriba. Escrevo. Elas me detêem.

Eu, catador. Catador de sonhos recicláveis em forma de palavras. Ou, vice-versa. Minha contribuição para o mundo é essa. Dilacerando-me, como o pelicano de Victor Hugo, ajudo na purificação, purgação, penitência, expiação, sei lá... E isso me alimenta. Palavras me alimentam. Inclusive as que não foram ditas. E regurgito. Mesmo em pensamentos, e isso serve a alguém, que também se alimenta. Palavras em pensamentos são energia, portanto existem. Idéias são energia (e me aporrinham a cabeça!).

Algumas palavras, no entanto, não têm valor pra mim. Há pessoas que até tentam reciclá-las. Eu, simplesmente as dispenso: juízo de valores, preconceitos, rancores, mágoas, são palavras difíceis de serem reformadas. Como um vaso quebrado, é difícil torná-las reutilizáveis, a não ser como armas, que também não gosto. Quem anda armado, um dia vai ter que disparar, e no revide, uma palavra perdida certamente atingirá alguém que não tem nada a ver com o pato, que vai ficar marcado pro resto da vida... Agora fiquei com sono.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Textos perversos

["Mulher bailarina repousa", de Guto Maia]por Guto Maia * no Amálgama

O que como texto
Quero comer o que escrevo até me empanturrar. Até virar suco do que escrevo e não mais me reconhecer. Para isso, leio sem parar, tudo que me cai nas mãos. Recentemente, descobri o prazer de ler na tela. Maravilhoso. Sempre é preciso de tempo, esse algoz e cúmplice (depende, se estamos de frente ou de costas pra ele, se estamos indo ou voltando), que é o bem mais precioso que prezo e de que nem sempre disponho. E, também o mais desperdiçado por aí, no trânsito, nas filas, nos quartos sombrios, nas relações sem futuro, nas faculdades incompletadas por engano…

(...)O que como carne e osso
Hoje visitei seres virtuais, que são de carne e osso, como eu (como eu?). A tecnologia me transporta, mas quem me ensina são eles, de carne osso (não mais como eu, mas como texto! Como texto?) (...)
(...) O que como ferida
Um dia acordei, e vi que eu não era exatamente aquilo. Não queria ser exatamente somente aquilo. Não conseguiria jamais chegar a ser exatamente aquilo. Decididamente, eu não queria me tornar, viver e morrer somente aquilo. Então, fui sumariamente expulso de novo, por mim mesmo. Fui procurar minha turma de novo. Ou nova turma novamente. E, eis-me aqui de novo, batendo na tua porta… Voltei, agora pra ficar. Ficar? Ficar, o cacete! Certamente (ainda) não! Pensa que sou burro? Burro eu era no texto de cima. Agora não!

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

São Paulo criativa e barata


por Helena Aragão,
Rio de Janeiro (RJ), publicado no
overmundo

São Paulo respira idéias boas, originais e – melhor – que circulam gratuitamente ou a baixo custo. Das muitas notícias e novidades geradas na metrópole todos os dias, duas postadas por aqui chamam atenção.

O seminário internacional e interativo Crie Futuros – Economia criativa vai reunir um time variado de gente de ONGs, empresas e governo para discutir como a criatividade pode contribuir para melhores visões do futuro. Nos dias 22 e 23 de setembro, vai ser possível ver debates e palestras de profissionais de esferas variadas, como George Yúdice, coordenador de Estudos Latino-americanos da Universidade de Miami, Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria, Niède Guidon, presidente da Fundação do Homem Americano, no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) e Ronaldo Lemos, professor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e um dos idealizadores do Overmundo. Vale a pena conferir a programação e os participantes no post de Paula Martini – repare que as inscrições já estão rolando e são gratuitas! E fique de olho na cobertura que vem por aí.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008




Venir Kommen ياتى Идвам 到達 오다 Doći Kom Tulla Έρχομαι आना Komen Come Venire 来る Komme Przyjść Veni Приходить Kom Přijít

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Marcia Denser

Márcia Denser
Um dos últimos dragões do jornalismo brasileiro, Fausto Wolff é uma figura inesquecível, que sempre manteve o pensamento independente e jamais vendeu a alma ao diabo.

*Texto publicado no site Congresso em Foco
* A e
scritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.