sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Quando os bons são melhores

por Guto Maia
Os bons são amados. Os bons são bem tratados. Os bons ganham mais. Os bons são seguidos e formam opinião. Mesmo quando suas opiniões não tão boas. Os bons nem sempre são os melhores, mas sempre saberão parecer bons o suficiente para que ninguém tenha dúvida que são muito bons. É bom estar no meio dos bons. A gente aprende mais, se diverte mais. A gente lê os melhores livros, assiste aos melhores filmes, antes da estréia; vai a óperas. Conhece as melhores mulheres, convive com pessoas inteligentes. Anda nos carros mais velozes. Mas, para estar entre eles - os bons -, é preciso parecer-se com um deles. Para quem não é muito bom, há técnicas de infiltração, dessas que jornalistas e espiões usam. É preciso usar um disfarce de bom. É fundamental estudar os hábitos dos bons, seu habitat, manias, etc, e tentar imitá-los em tudo. Os bons são um grupo de elite fechadíssimo, que só aceita seus iguais. Embora os bons possam parecer simpáticos e receptivos, (cuidado!) alguns pontos de atenção são fundamentais para o disfarce.
Alguns ítens para parecer bom:
1. Sorriso. Os bons sorriem mais, portanto têm bons dentistas;
2. Beleza. Bons são belos. É imprescindível ser belo, se você não for, fica mais difícil parecer bom;
3. Riqueza: Bons são ricos. Quem não nasceu rico, tem que fazer de tudo para ficar, senão nunca parecerá bom o suficiente. É quase impossível passar-se por bom sem dinheiro;
4. Inteligência. Os bons são inteligentes, pelo menos, parecem ser. Olhares e expressões inteligentes são fundamentais. Esforce-se para parecer inteligente;
5. Auto-estima. Os bons se amam. Mergulhe com tudo nos livros de auto-ajuda. O poço não tem fundo;
6. Cultura. Os bons são cultos. Entre na primeira banca, pesquise na internet. Leia, leia muito. Estude. O estudo faz o indivíduo, por pior que seja, parecer bom. Às vezes, de tanto estudar para tentar parecer bom, o indivíduo acaba tornando-se um;
7. Astúcia. Os bons são espertos, sagazes. Os bons são argutos. Têm o olhar vivo dos que não se deixam enganar, nem erram nunca, no máximo cometem deslizes, que os fazem parecer humanos;
8. Diplomacia. Os bons são habilidosos na negociação. Quem não é tão bom assim, sente tanto prazer de estar perto de um bom, que só percebe o quanto cedeu tarde demais;
9. Honestidade. Os bons parecem tão honestos que são confundidos com pessoas honestas;
10. Energia. Os bons têm energia saindo pelo ladrão. Parecem onipresentes, onipotentes, onicientes, e dão a impressão de que precisarão de mais 3 vidas para realizar tudo que planejam. E recebem antecipadamente por isso;
11. Sensibilidade. Os bons são capazes de emocionarem-se às lágrimas diante de uma obra de arte, respeitam os desvalidos, mas detestam os medianos;
12. Firmeza. Os bons são incisivos. Impositivos, são capazes de errar com tanta convicção e segurança, que todos sentem-se envergonhados de pensarem diferente. Os bons chamam isso de atitude;
13. Liderança. Os bons são frios e calculistas. Chegam a ser cruéis com comandados, adversários, inimigos e familiares;
14. Justiça. Parecem justos. São justos, principalmente com seus sentimentos. São capazes de criar uma ética própria, que se enquadra no seu senso de justiça e valores. Criam regras, princípios, normas e diretrizes, que, óbvio, sempre os privilegiam;
15. Cabotinos. Egocêntricos e vaidosos. Todos esperam que os bons sejam egocêntricos e vaidosos de sua imensa bondade e sabedoria;
16. Auto-indulgentes. Permitem-se qualquer exagero em nome de seus princípios. Sentem imenso prazer em serem reverenciados. Sempre têm muitos seguidores em volta. O poder dos bons é medido pelo tamanho do seu séquito;
17. Determinados. Os bons são focados, concentrados nos seus objetivos. Nada os demove de suas intenções;
18. Esmero técnico. Os bons são caprichosos. Qualquer trabalho feito pelos bons são bem feitos e têm acabamento impecável;
19. Detalhistas. Chegam a ser insuportaveis com serviçais e subalternos. Os bons ficam histéricos com partículas de poeira em algum móvel da casa, têm ojeriza a camisa amassada, terno mal cortado, cheiro de cigarro(mas, adoram cheiro de charuto havano), bebida falsificada, perfume barato, mofo, animais, crianças, pic-nics, acampamentos;
20. Auto-controle. Calma. Os bons são capazes de executar qualquer projeto arriscado, qualquer investimento (principalmente com dinheiro alheio), qualquer mega-empreendimento com a serenidade de um monge;
21. Vencedores. Os bons são os melhores. Sabem que ser vice é ter sido derrotado, e que o mundo só reverencia os primeiros colocados. "We are the champions, my friend!"
22. Sorte. Principalmente sorte. Os bons têm sorte pra cacête! Especialmente, por terem nascido onde nasceram, seja lá onde foi.
ESQUERDO / DIREITO


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Aprendizes de ensinar

por Guto Maia
Um país que privilegia o “se dar bem na vida” a qualquer custo, ao invés da criação de um “projeto de vida pessoal ”, baseado na constância da leitura e no estudo; onde o mau exemplo vem da maioria dos pais, que mentem, enganam e são dissimulados para com os filhos; um país que culturalmente incentiva a polarização dos seus cidadãos entre “espertos” e “manés”; que não protege seu meio ambiente; que produz um eleitor que não sabe em quem votou nas últimas eleições; elege governantes desqualificados, que têm o interesse em perpetuar o statu quo vigente degradado, que o geriu, mantém e privilegia. Esse país nos leva a sucumbir e merecer o que temos, embora não aceitemos. E ainda nos deixa a todos culpados pela falta de atitude. Talvez, só as novas gerações (que temos a incumbência de educar) podem salvar nosso país. Ainda assim, é preciso que saibamos como educar. Educação começa no exemplo e na ação. A reflexão que você propõe é um bom exemplo de educação. Somos aprendizes de ensinar.
(comentário sobre: "Nossa classe média é culturalmente pobre", de Marcelo Spalding
Porto Alegre, no Digestivo Cultural , em 11/09/2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Biografias II

por Marcia Denser*
Agora estou lendo a biografia de Gore Vidal escrita pelo próprio (Palimpsesto, memórias. Rio, Rocco, 1996), considerado o maior rival e inimigo declarado de Truman Capote. Quer dizer, “lendo” é força de expressão, antes “decifrando” aquilo que sobrou duma péssima tradução: ironicamente tanto Vidal quanto Capote em versão brasileira empatam, isto é, são igualmente mal traduzidos. E, absurdamente, Gerald Clarke, um escritorzinho de quinta categoria, biógrafo de TC [1], recebe uma tradução impecável assinada por Lya Luft (lembrando que, um dia, ela foi uma escritora rigorosamente da série literária).
Leia mais>>>
[1] Capote, uma biografia. Gerald Clarke: S.Paulo, Editora Globo, 1993.
*Texto publicado no site Congresso em Foco

*A e
scritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.

Zé da Luz | Projeto Viramundo | Fernando de Nororonha

Graaande Zé da Luz! Nesse cenário fica melhor ainda. Parabéns!

Trailer | Projeto Viramundo | Fernando de Noronha

Camilla, Cauê, Leonardo, Melissa, João, Rebeca:
A
primeira impressão é a que não fica! Eu me sinto de peruca e peladão, esboçando um comentário sobre o"working in progress" de um documentário que terá pessoas muito mais competentes para fazê-lo (comentário), quando ficar pronto (documentário). Mas, confio na intuição, que (geralmente) acerta na primeira, ela diz que vocês são ótimos e o trabalho ficará humanamente maravilhoso, como dá pra perceber pelos ricos personagens que habitam a Ilha. Estarei torcendo e aguardando. Parabéns! Guto.
Ah, e a música escolhida foi demais!

domingo, 7 de setembro de 2008

Alguns preferem peixe crú...

(Foto gentilmente pirateada do blog The BEING HAD Times)

Brincadeiras em Grupo: CABRA-CEGA

http://i176.photobucket.com/albums/w172/meninalimao/cabra.jpg

CABRA-CEGA: - (MODERADO)
Material: 1 lenço e um saquinho de farinha.
Desenvolvimento: - Cabra cega?! - Senhor. - De onde vieste? - De trás da serra. - Que trouxeste? - Um saquinho de farinha. - Dá-me um bocadinho/ - Não chega p’ra mim mais minha velha. As crianças todas tentam beliscar o saquinho de farinha que a cabra-cega, de olhos vendados, no meio da roda tem em uma das mãos; e ela tenta agarrar as que lhe aproximam. A que se deixa prender, ou tocar, passa a ser cabra-cega e a brincadeira recomeça.

Abra os olhos na hora de votar!

Novotel Morumbi 5 de setembro

diego baptista guto maia












rossana rosengarten diego












rossana baiana





doisdobrasil + pandeiro

AS VÁRIAS FACES DA TIRANIA


por*José de Almeida Amaral Jr
>>>observando uma estrutura que expunha pequenas estatuetas milenares de barro representando músicos, aproxima-se uma dupla, garoto e seu pai, de onde ouço o seguinte diálogo: - o que é isso? perguntou a criança. E a resposta: - São ídolos. Venha, vamos embora, sentenciou o homem de forma curta e grossa puxando o filho pela cabeça. Ignoraram solenemente os painéis explicativos presentes ao longo dos corredores e em cada item exposto.
Esta cena assistida remeteu-me imediatamente à experiência da autora romena descrita anteriormente. Aquela que com sua família fugiram no desejo de preservar sua lucidez. A liberdade de pensar, de ter idéias, de atuar. De vir ao mundo para conhecê-lo e nele interagir. Em outras palavras: de serem palhaços, acrobatas, malabaristas. De serem sujeitos. Arriscaram desastrosamente sua existência por essa chance. Por outro lado, o menino, iniciando ingenuamente sua longa jornada na busca de decifrar a vida e, paradoxalmente, imerso naquele esplendoroso ambiente das artes plásticas e humanidades, é tolhido também brutalmente, tendo anulado o seu direito de saber, impondo-se sobre ele a obscuridade. Sem diálogo. Sem meios termos. Sem mais nada. Radicalismo de pai para filho, como uma genética da ignorância. Reproduz-se a subserviente cegueira dogmática proibição da reflexão. Massa de manobra.
O não à divergência, ao querer saber por que, ao aprofundamento, à interpretação. Inquisições, fogueiras ou paredões para os que ousam pensar. Exegese? Hermenêutica? Portas fechadas à razão. Idolatria da estupidez, impiedosa tirania.
Em plena ‘era do conhecimento’, do mercado globalizado, dos saltos tecnológicos nas ciências exatas e biológicas, a humanidade caminha com passos curtos em alguns de seus direitos mais básicos que devem ser estendidos indiscriminadamente a todos: alimentar corpo e a mente com dignidade.
Leia mais artigos de *José de Ameida Amaral Jr publicados no Jornal Mundo Lusíada online
*Prof. José de Almeida Amaral Júnior
Professor universitário em Ciências Sociais, Economista, pós-graduado em Sociologia e mestre em Políticas de Educação, Colunista do Jornal Cantareira, Colunista pela Pascom na Rádio 9 de Julho Am 1600 Khz e escreve semanalmente
para o Mundo Lusíada Online. http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_coluna_170.htm

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

DoisdoBrasil in trio



















O DoisdoBrasil(
GutoMaia** e Rossana Rosengarten***) duo que se apresenta em hotéis e eventos há 13 anos, passa a contar com Diego Baptista****, violonista erudito e percussionista. A estréia acontece no próximo sábado, dia 6 de setembro de 2008, a partir das 12 horas, no Novotel Morumbi*****.


*DoisdoBrasil www.doisdobrasil.com

**Guto Maia nasceu em São Paulo, músico, compositor, editor e artista multimídia. Estudou música no Clam, Cia das Cordas, Studio Meyer. Teve aulas com Luis Chaves, José Roberto Araújo, Kiko Moura, Arnaldinho do Cavaco , Luis Tatit, José Miguel Wisnik. Workshop com Conrado Paulino. É formado em Adm. de Empresas (Universidade Brás Cubas e Uni-Santana), cursou 3 anos de Arquitetura na Faculdade de Belas Artes; extensão universitária em Artes, na UFMG (2 anos); foi do Coralusp (3 anos), Coral do Centro Cultural SP (3 anos), e Madrigal Canto Vivo (2 anos). Cursou teatro, no Macunaíma; dramaturgia, poesia, ficção e crônica, na Oficina da Palavra; pintura, no Atelier Franulic; desenho, na Escola Panamericana de Arte. Participou de diversas exposições de artes. Foi professor do Senac (2 anos), Escola Novo Horizonte (4 anos), , Atelier Franulic (4 anos)e Teatro Escola Macunaíma (4 anos).Escreveu e dirigiu, entre outras, a peça "Nunca Me Vi, Sempre Me Amei! (Jornada Sesc /1993). Compôs trilhas para teatro, vídeo e participou de festivais. Primeiro Lugar na Promoção: “EU ADORO MPB” da Rádio Musical FM, e finalista do I Festival O Feitiço de Áquila da Canção /97 (Duo Brasil). Criou e foi coordenador de Oficinas Culturais. É Editor dos blogs "Canal do Nicolau!" e "DoisdoBrasil", de arte-educação e cultura.

***Rossana Rosengarten é cantora mezzo-soprano. É formada em Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes/SP. Integrou o Coral Lasar Segall por 7 anos, e teve aulas de técnica vocal com Bia Malnic e Vânia Storolli. Primeiro Lugar na Promoção: “EU ADORO MPB” da Rádio Musical FM, e finalista do I Festival O Feitiço de Áquila da Canção /97 (Duo Brasil). Foi professora do Colégio Renascença (2 anos), e artista plástica. Formação: Educação Artística na Faculdade de Belas Artes de São Paulo; História da Canção Brasileira no Sesc; desenho na Escola Panamericana de Artes, percussão com prof. Tatá.

****Diego Baptista Paulistano nascido em 1979, é Bacharel em Filosofia pela USP; mestrado pela UNICAMP , e cursando doutorado; iniciou-se ao violão sob a orientação de Éder Francisco, tendo estudado também com Everton Gloeden e concluido o 4º ano do curso de Violão Erudito na ULM (Universidade Livre de Música). Participou de workshops de técnicas do violão popular com Camilo Carrara e Ulisses Rocha. Desenvolve atualmente trabalho de pesquisa e execução da obra violonística de Villa-Lobos, a qual tem apresentado em restaurantes e bares de hoteis. Atuou em mais de cinquenta apresentações como violonista do grupo “Versátil Serenatas”. Utiliza um violão do luthier Luis Carlos Pepeneli-2005. É professor de violão erudito e popular e integrante do grupo "Os Pagãos", de choro instrumental e canções brasileiras.

*****Hotel Novotel Morumbi Rua Ministro Nelson Hungria, 450 - Morumbi SP (11)3787-3401

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Concordo, mas lutarei até a morte para provar o contrário

Um francês apaixonado por japinhas. Autor de "Espinafre de Yukiko" e "Garotas de Tokio", dois ótimos títulos já publicados no Brasil e representantes do nouvelle mangá.
Frédéric Boilet -- nouvelle mangá
http://www.boilet.net/

por *Caue Maia, no seu multiply

Existe um Homero em cada autor

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O Estado de São Paulo - 31/08/2008 - por Rodrigo Lacerda

A Ilíada e a Odisséia são duas obras que certamente se encaixam numa coleção chamada Livros que mudaram o mundo. Escritas por volta de 800 anos antes de Cristo, desde então fazem parte do chamado cânone ocidental. Mas nem sempre este pertencimento ao cânone foi visto com tanta naturalidade. É exatamente do processo de consolidação dessas obras, e de seu autor, na lista dos clássicos de todos os tempos, que trata o novo livro do escritor, tradutor e antologista Alberto Manguel, Ilíada e Odisséia - Uma biografia (Jorge Zahar, Trad. , , 272 pp., R$ 39,90). Os capítulos de abertura abrem espaço para um pequeno resumo dos poemas e para a indefectível discussão sobre a existência ou não de Homero. Mas não são eles que importam. Fazer a "biografia" dos dois livros primordiais da literatura grega, como propõe o título, significa recuperar as diversas leituras que já inspiraram.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080831/not_imp233584,0.php

Afinal, qual é o lugar da autoria na rede?

Por Fábio Oliveira Nunes*
>>>Evidentemente que nos apegamos naquilo que criamos: desvencilhar-se deste caráter paternal é um desafio, realmente! Desde que as fontes estejam claras (como pedem as licenças abertas), em alguns casos, poderemos nos render a criadores mais sagazes que nós, sentindo-nos até mesmo honrados, por que não?

A história da arte é uma constante de inúmeras releituras – o que nos torna apenas fiéis depositários de condições presentes.>>>
Leia mais>>>

Publicado no Cronópios 28/8/2008 23:42:00

(comentário) por Guto Maia
2/9/2008 01:39:16
Fábio, sempre pertinente essa discussão sobre autoria de obras na internet. Possivelmente, os "direitos" de criação passarão a ser pautados por uma nova Ética, que vem sendo escrita também "work in progress", através de fóruns e reflexões como a que você propõe. Como ainda não existem fórmulas que consigam normatizar a maioria das questões na internet, tudo parece acontecer sem diretrizes. Uma coisa é certa, a qualidade de tudo que se publica, vem melhorando profundamente, pois os céticos e resistentes à grande rede, até então, começam a aproximar-se, trazendo, com seu ceticismo, uma demanda por qualidade menos codificada. Ao mesmo tempo, eles descobrem que há vida inteligente na internet há muitos anos. Por outro lado, cada vez mais, os leigos digitais também têm acesso assegurado pela abertura dos códigos. Então, a seleção natural vai acontecendo como um rastilho de pólvora aceso. De toda discussão de alto nível, espera-se soluções idem. Talvez, o desapego possa vir a ser uma delas, e o grande privilegiado - o Conhecimento, e não a lei do mais esperto.
Abraço.

Fábio Oliveira Nunes*: Guto, excelente comentário!
Concordo completamente. Aliás, se pretendemos alcançar novos níveis de qualidade de conteúdos da rede não poderemos nos render ao medo da “lei do mais esperto”, esperando que as tramas da rede sejam lugares seguros algum dia.
Abraço!


Publicado no Cronópios 2/9/2008 01:39:16

*Fábio Oliveira Nunes(ou Fabio FON) É doutor em artes na ECA-USP, pesquisando sobre a arte em novos meios. É também mestre em multimeios na UNICAMP e bacharel em artes plásticas na UNESP. Atua como artista multimídia e webdesigner. É autor de Web Arte no Brasil (http://www.fabiofon.com/webartenobrasil) e co-organizador do site Artéria (http://www.arteria8.net).Site pessoal: http://www.fabiofon.com E-mail: fabiofon@hotmail.com