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"Lembranças Revisitadas", de Paulo Vilmar, no Amálgama
PorGuto Maia /// 25–08–2008 9:09 am
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* Paulo Vilmar é advogado e mora em Santa Maria-RS. Blog: http://caldodetipos.blogspot.com/
PorGuto Maia /// 25–08–2008 9:09 am
Por Guto MaiaVejo luzes da cidade, que ao invés de iluminar o caminho, criam um caleidoscópio de imagens e pensamentos intermitentes. Um redemoinho sonolento que me traz sempre de volta ao mesmo lugar, para depois fugir no espaço novamente e novamente retornar...Interessante isso: re-tornar nova-mente. Como se o retorno ao mesmo ponto pudesse representar o novo!
Do desconforto de um banco confortável, vejo um verdadeiro ataque de luzes brilhantes, coloridas. Imagino ovnis extraterrestres tentando abduzir aos que não estão, como eu, na proteção dos seus aquários, naves-aquários inexpugnáveis de poderosa blindagem. Sinto que às vezes, os que estão do lado de fora me olham com compaixão, mas desprezo-os. Pra dizer a verdade quase nem os noto.
Sinto-me seguro dentro dessa nave transparente.
Não serei atacado. Estou protegido.
Meus cavalos sob meus pés são poderosos. Tá certo que, ao invés de cavalgar , marcam passo sem sair do lugar. Isso me irrita por um instante. Depois, volto aos pensamentos fugazes e sonolentos. Todos os cavalos comprimidos a meus pés, iniciam um cortejo lento, como se estivessem prestes a explodir em expansão pelos ares, mas eu os contenho, não sem uma leve dor renitente nos pés pelo esforço continuado. Penso no médico.
Paradoxalmente, a noite traz a certeza de que sobrevivi mais um dia. Tenho a sensação de ser um vencedor.. Sinto um alívio de pensar assim. Olho pro lado. Vejo, em outra nave-aquário, uma bela loira. Ela acende um cigarro. Penso: “como é que pode?” Sinto saudade, nem sei direito de quê. Talvez da irresponsabilidade/coragem/ilusão/ingenuidade/petulância de outrora... Mas, o dever me chama: primeira, segunda, primeira, segunda... Primeira, segunda terceira...agora vai!
É isso aí. Seres urbanos sentem-se alienígenas sem noção de tempo e espaço. Às 7 da noite, dentro de suas naves-aquários, encalacradas no trânsito, são abduzidos pelas luzes em volta, e transportados para ilhas paradisíacas. Pena que logo chegam em casa, e o sonho se acaba...
casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas ...Este “causo” foi contado por Fátima Regina Gomes Coelho, tutora do curso on-line Aprendendo a Empreender, do Sebrae





Por Guto Maia Cumplicidade...
Por Cauê Maia
máscara laranja. Não tenho certeza o que foi causa e o que foi conseqüência, mas as ninjas passaram e as tartarugas permaneceram na forma de chaveiros, luminárias, bonecos, peças de artesanato.
de nós para respirar.Estou escrevendo para ajudá-lo a superar melhor a angústia de estar numa ilha, afastado do mundo, quase sem comunicação, comendo sei lá o quê, correndo risco de ser atacado por selvagens a qualquer hora, sem conforto. Estou muito preocupado de saber que talvez você não se cure dessa tal de "euforonha", que deve dar febres horríveis, evolui para "neuronha", e sei que deixa sequela: a "saudonha"; mas tenha fé, Seu pai está aqui rezando para que esse tormento passe logo. Faltam apenas 20 e poucos dias e você vai conseguir voltar são e salvo.
Para você não ficar muito deprimido, mando algumas fotos de lugares mais civilizados.

O que o Brasil e a América do Sul tem a ver com o Afeganistão? À primeira vista, tirando a poeira das estradas de terra, muito pouco. Mas, assistindo ao filme “O Caçador de Pipas”, ou após ler o livro de Khaled Hosseini, identificamos mais semelhanças, tanto pelo envolvimento emocional novelesco que a narrativa causa, tornando o que poderia ser uma distante história, de um distante país, em algo próximo; quanto às cenas de meninos empinando pipas, meninos que fomos, conhecemos, ou temos dentro de nós. Meninos do Brasil e mundo afora, que têm amigos, e têm sonhos.
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