quarta-feira, 16 de julho de 2008

Os nomes do jogo

por Márcia Denser

"..politicamente, o setor informal, na falta do respeito aos direitos trabalhistas, é um reino semifeudal de comissões, propinas, lealdades tribais e exclusão étnica. O espaço urbano jamais é gratuito..."


"...a retórica demonizadora das várias “guerras” internacionais ao terrorismo, às drogas e ao crime são um apartheid semântico: constroem paredes epistemológicas ao redor das favelas que impossibilitam qualquer debate honesto sobre a violência cotidiana da exclusão econômica..."

Numa análise sobre a mania de nomear do neoliberalismo, Márcia Denser ataca os que chamam favela de “sistema de gerenciamento urbano estratégico de baixa renda”. Leia mais>>>

Epitáfios são...

...interessantes só para os vivos!
  • Quem não conseguir definir-se em 1 frase, gastará 1.000 para justificar o óbvio!

  • A verdade de cada um cabe em pouquíssimas palavras... Às vezes, até no silêncio!

  • Escreverei à lápide: “Levei a vida inteira pensando num epitáfio que me definisse verdadeiramente, mas morri antes!



Tenha idéias para epitáfios nos livros de Aran & Castelo!

domingo, 13 de julho de 2008

Redatores que saibam escrever

Você escreve bem sobre Política? Bem mesmo?

Se você tem esse perfil. Sabe tudo e mais alguma coisa de Política e Cinema essa é a sua grande chance de colaborar com um blog competente e promissor...

Recebemos e transmitimos:

Conheça - http://www.amalgama.blog.br/

O time inicial é de 8 colaboradores(as). Para acompanhar as postagens comodamente, você pode assinar o feed, ou ainda, se preferir, receber os textos na caixa postal.

O Amálgama comunica que está atrás de voluntários(as) que queiram escrever sobre política ou cinema. Pré-requisitos: escrever com certa freqüência, dominar o texto e não maltratar o português.

O recado é de Daniel Lopes

http://www.amalgama.blog.br/

As cores da Moda Inverno

Aliás, a cor da moda de 5 entre 10 socialytes é o laranja. As outras opções de cores: azul de inveja, das que não foram cooptadas; verde de raiva, das que descobrem que foram usadas como "laranjas" (se é que isso é possível!); branco de susto, das que acordam com a PF na portaria; vermelho de vergonha de ter que vestir?, calçar?, usar? ostentar? algemas; preto do vestido e dos óculos para fotos; e, eventualmente, o amarelo usado nos sorrisos que tentam justificar a injusta perseguição política que sofrem...

por Guto Maia, comentando sobre,



Leia também>>>no Caderno Aliás, do Estadão:
O drama de ser mulher de milionário no Brasil

por Tutty Vasques, Seção: Ambulatório da Notícia s 09:09:42.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Encontros de Literatura Contemporânea-2008


Qual é a literatura que se pratica no Brasil, desde os anos 2000, com a chegada da internet no País? Quem são os principais autores dessa safra e quais os seus livros? Além da ligação, mais ou menos intensa, com o Web, qual outra característica permeia sua produção? Como esses autores dialogam com a tradição da literatura brasileira? Como surgiram, como divulgaram seus trabalhos e como viabilizam sua escrita hoje? Como é, afinal, ser autor agora?

(do Digestivo Cultural)
Leia mais>>>

Ouça os áudios:

sábado, 5 de julho de 2008

Paraty em Festa


Assista aos vídeos de palestras, mesas literárias, entrevistas da VI Festa Literária de Paraty no Blog da Flip 2008!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Os Alienígenas estão chegando!!!

Uma explicação para o apagão de ontem na internet, que me deixou 24 horas a ver discos voadores?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cometa Austin, um conto de Marcia Denser

Quantas máscaras oculta um rosto do qual se depreende exclusivamente a idade de 30 anos? 
Eis o dilema retratado no inusitado conto "Cometa Austin". Instigante, insinuante como tudo que escreve La Denser...
Cometa Austin



São dezessete pessoas a escrever nesta sala, dezesseis das quais me descrevem, porque sou a professora-escritora-que-lhes-passou-o-exercício, enquanto eu descrevo Austin (claro que não se chama Austin, mas é que ele lembra aquele Austin alaudista de Cortázar, e também o cometa Austin que cruzou o paralelo 23, precisamente sobre São Paulo a 25 de maio, e só daqui a milênios deverá retornar, se retornar) uma trinca cujas conexões lógicas me escapam, suspiro, tragando sofregamente o 14º cigarro da noite, pensando este maço vai já e já para o brejo se eu não maneirar, contando as pontas que restam (ou despontam) molemente do maço.

Por isso, de uma forma que me é indizível (senão, não estaria tentando dizê-lo) eu já sabia que o sortearia, que seria ele, mesmo antes de desdobrar o papel e abrir e ler o nome, que a mim caberia descrevê-lo, mesmo porque cartesianamente falando não posso descrever a mim mesma pelo lado de fora, sem contar que há muito passei da idade de imitar Clarice Lispector e dos mata-borrões.

Mas acontece que são quinze, porque embora supostamente Austin também me descreva, é o único a não observar o, digamos, objeto da composição, como manda o bom senso e as regras elementares da redação. Mas não. E não é o fato de saber-se observado com insistência por mim, a mestra, a escritora, porque sou a dona à sua frente e Austin sabe o suficiente sobre mulheres a ponto de não precisar vê-las, basta sorrir e pronto e chega.

Austin deve ter 30 anos – esta idade limite antes de ser o que se pretende e depois de ter sido o que se pressupõe, quando se supõe inatingível, num patamar de infinitas possibilidades gasosas que não mais se liquefazem, tampouco ainda não se solidificam, como todo rabo de foguete, é sabido – está em qualquer putoroscópio.

Por isso tudo me leva a crer que Austin tenha 30 anos há muito tempo, tanto quanto as pernas cruzadas em elegante tensão e índigo blue; aquelas meias brancas de quem não tem problemas de lavanderia, e sapatos da moda que se trocam aos pares todos os sábados, a camisa de seda estampada e penso: é aí, mas engato a ré e acerco-me da barba (e o verbo é risível) porque uma barba cerrada embute a boca entre o queixo e o bigode, recolhendo as feições para o fundo da fisionomia (ia dizer galáxia, a coisa deve ser contagiosa) submerge o rosto na sombra, tão absorto este Austin, a escrever aplicadamente num caderno ginasiano em homenagem à professora/escritora, tão alheio, este Austin, à mulher à sua frente, ao que deveria, se é que está mesmo a descrever-me.

Os olhos são conjecturas por detrás de uns óculos com aros dourados e do ar intelectual e da barba e quantas máscaras oculta este rosto presumivelmente aos 30 anos? E o advérbio é outra rasteira, pois a razão de fixar-me nessa idade, os tais 30 anos, está no fato de ser a única coisa visível para mim que o observo com irritante insistência há exatamente 15 minutos e 2 ou 3 perguntas sem resposta na alma.

Naturalmente escrever para Austin deve ser muito importante, ainda que devesse olhar o que descreve, mas obstina-se em ocultar-se por detrás de tanta concentração, fixando o vazio, sem olhar para frente, para fora, para mim. Súbito se detém, a caneta em suspenso no nada e retorna furiosamente à carga, perseguindo o papel.

E você a julgar-se inapreensível, Diana Marini, mas ela se faz de surda fingindo examinar as joaninhas estampadas na camisa de Austin, enormes Marias Joanas pernejando castanhamente sobre a seda branca – posso cheirá-la, apalpá-la, rasgá-la com os olhos. De longe. A anos-luz desse Austin.

E aí está você, Diana Marini, de frente para trinta e um pares de olhos, de repente, mais sábia e mais triste do que eles, mas de que terá adiantado tanta previsão se afinal você está dançando a mesma música insensata?

Que fazer, Austin, além de incorrer numa derradeira frase de efeito, acender o último cigarro e deixar-se olhar pelos outros: dar-lhes de frente todo o mapa da cara para que a aprendam de cor.


PUBLICADO EM:01/07/2008

* A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Restaurante Takô faz 15 anos em grande estilo!


Takô e Yuky
Parabéns pelos 15 anos de atividade, comemorados em grande estilo, junto dos amigos e grandes clientes. Temos o privilégio de participar desse rol, e com o que temos de melhor: nossa Música Brasileira! Ou seja, um duplo privilégio. O evento foi perfeito, com escola de samba e tudo – os meninos da sua Unidos da Vila Maria! Bela homenagem. Nos 100 anos da imigração japonesa, o mais representativo do resultado desse filtro de culturas é o Restaurante Takô, agora gigantesco nas novas instalações. É a vitória do trabalho, da inteligência e da amizade, e, melhor: do reconhecimento desses valores! Abraço a vocês. Se vocês quiserem mandar via e.mail o material filmado e fotografado, editaremos para publicá-lo no You Tube, no nosso site e nos blogs 1e2 - em homenangem aos 15 anos do restaurante.
Beijos.
por Guto e Rossana.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Internet na veia!


Interessante, Carlos, na época dos hippies, a culpa das frustrações era do "Sistema" (um monstro sem cara)! Hoje, a culpa continua sendo do "Sistema", que cai, que erra dados, e, pior, que cria psicopatas, psicóticos e desajustados, como se eles só tivessem começado a existir com a Internet... O homem, na sua prepotência infantil, costuma transferir suas incompetências e patologias para sistemas complexos e máquinas assustadoras sem identidade, isso o redime do inexorável dever de enfrentar a própria incapacidade e ser derrotado. Culpar a Internet por distúrbios e medicá-los com drogas, como você descreve no seu artigo, é tão simplista quanto creditar à metralhadora os traumas pós-guerra. Os críticos dos avanços da Internet sentenciaram: "O homem nasce bom, a Internet o deturpa!" E assim, caminha a desumanidade...

[Sobre "Viciados em Internet?"], texto de Carlos Cardoso, no Digestivo Cultural

por Guto Maia
25/6/2008 à 00h57

terça-feira, 24 de junho de 2008

Você e Eu

Guto Maia interpreta um clássico da Bossa Nova, de
Carlos Lyra
e Vinicius de Moraes.

Stella, fique tranquila! Falaremos uma língua universal: a música e o sentimento. Beijos.

Stella, be quiet! Let's speak a universal language: the music and feeling. Kisses.

Stella, esté tranquila! Vamos a hablar un lenguaje universal: la música y sentimiento. Besos.

Stella, ist ruhig! Let's sprechen eine universelle Sprache: die Musik und Gefühl. Küsse.

Stella, être tranquille! Nous allons parler un langage universel: la musique et le sentiment. Baisers.

ステラは、静かにしなさい!レッツユニバーサル話す言語:この音楽と感じています。キス。

domingo, 22 de junho de 2008

Ser-Tão Paulistano


São Paulo de grandes amores
por Fernanda de Aragão, editora do Blog Ser-tão Paulistano

Eu conclui que acabara na segunda semana consecutiva em que eles não estavam mais lá. A certeza foi como se a última lembrança do amor se esvaziasse, e ali mesmo morresse, ainda estando viva, como a própria história. Ela no vocal, ele no violão. Duo. Como a gente. Nossa mesa de sempre já tinha se ido havia meses, com o último arranjo do estabelecimento. Agora eram eles, nossos cúmplices, que haviam partido. Leia Mais>>>

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Caríssimos Guto e Rossana,

Sexta-feira irei a Sergipe "pegar o sol com a mão" no São João e no São Pedro. Antes disso, viro "agitadeiro cultural" nesse encontro lítero-musical. Se vocês puderem comparecer, serão imensamente bem-vindos.

2008 abraços bem sergipanos,